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SUS anuncia teleatendimento psicológico e reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência

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Teleatendimento deve chegar a todo o país até junho (FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil)SUS anuncia teleatendimento psicológico e reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência

Medidas divulgadas nesta quinta-feira (5), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, ampliam o atendimento no sistema público


O Sistema Único de Saúde (SUS) ganhará duas novas iniciativas voltadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde, poucos dias antes do Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8 de março).

Entre as novidades estão a criação de um serviço nacional de teleatendimento em saúde mental e a oferta de reconstrução dentária gratuita para mulheres que sofreram agressões. As ações fazem parte de um conjunto de políticas públicas para fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso a tratamento físico e psicológico.

Teleatendimento psicológico

Mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial terão acesso a teleatendimento em saúde mental pelo SUS ainda neste mês.

A iniciativa começará nas cidades de Recife e Rio de Janeiro, com expansão gradual para todo o país. Segundo o cronograma do Ministério da Saúde:

  • Março: início do serviço nas duas capitais
  • Maio: ampliação para cidades com mais de 150 mil habitantes
  • Junho: atendimento disponível em todo o Brasil


A expectativa é oferecer cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano. O programa será realizado em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Como acessar o atendimento

As mulheres poderão ser encaminhadas para o serviço por diferentes canais da rede pública de saúde, como:

  • Unidades básicas de saúde (UBS)
  • Serviços da atenção primária
  • Equipamentos da rede de proteção social


Também será possível solicitar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que terá um miniaplicativo específico para essa função, previsto para começar a operar no fim de março.

No sistema, a usuária preencherá um cadastro inicial relatando a situação de violência ou vulnerabilidade. Após a avaliação, receberá uma mensagem informando data e horário do teleatendimento.

A primeira consulta deverá identificar:

  • riscos e necessidades imediatas
  • rede de apoio disponível
  • encaminhamentos para serviços especializados


De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o atendimento poderá envolver diferentes profissionais.

“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres — não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas também aquelas que estão em extrema vulnerabilidade”, afirmou.

SUS: mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dental
SUS vai oferecer próteses, implantes e restaurações (FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil)


Reconstrução dentária

Outra medida anunciada pelo governo federal prevê tratamento odontológico integral e gratuito para mulheres vítimas de violência, incluindo reconstrução dentária.

O atendimento poderá incluir:

  • próteses dentárias
  • implantes
  • restaurações
  • outros procedimentos odontológicos reparadores


A ação integra o plano nacional de enfrentamento ao feminicídio apresentado pelo Ministério da Saúde nesta semana.

Para ampliar o acesso, o programa contará com:

  • 500 impressoras 3D e scanners odontológicos
  • unidades odontológicas móveis espalhadas pelo país


Em 2025, o governo federal já havia distribuído 400 veículos odontológicos móveis, e a previsão é que mais 800 unidades entrem em operação até o fim deste ano.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o combate à violência contra mulheres exige mobilização de toda a sociedade.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha. As mulheres já lutam por isso há décadas”, afirmou.

Classificação Internacional de Doenças

O Ministério da Saúde também informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Hoje, muitas mortes de mulheres decorrentes de violência de gênero são registradas apenas como agressão, o que dificulta a identificação e o monitoramento do problema.

A proposta busca dar mais visibilidade estatística ao feminicídio, ajudando a orientar políticas públicas de prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres.

📊 Violência contra a mulher no Brasil — números que exigem atenção

A violência de gênero continua sendo um dos principais desafios sociais do país. Dados de instituições de segurança pública e de organismos internacionais mostram a dimensão do problema e reforçam a importância de políticas públicas de prevenção e proteção.

Principais indicadores recentes:

  • Mais de 1.400 mulheres são vítimas de feminicídio por ano no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
  • Em média, uma mulher é assassinada por razões de gênero a cada 6 horas no país.
  • A maior parte dos crimes ocorre dentro de casa e é cometida por parceiros ou ex-parceiros.
  • Em mais de 60% dos casos de feminicídio, a vítima já havia sofrido violência anteriormente.
  • O canal Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registra centenas de milhares de denúncias e pedidos de orientação todos os anos.


Tipos de violência mais registrados

A violência contra mulheres pode ocorrer de diferentes formas:

  • Violência física: agressões, espancamentos e lesões
  • Violência psicológica: ameaças, humilhações, controle e intimidação
  • Violência sexual: estupro ou coerção sexual
  • Violência patrimonial: destruição ou retenção de bens e recursos
  • Violência moral: calúnia, difamação e insultos


Essas formas de violência estão previstas e combatidas pela Lei Maria da Penha, principal legislação brasileira de proteção às mulheres.

Dicas para quem precisa de ajuda

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, procure apoio. Alguns caminhos são:

  • Buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)
  • Procurar serviços da rede de proteção à mulher do município, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM)
  • Ligar para o Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher
  • Utilizar o aplicativo Meu SUS Digital para acesso a serviços de saúde
  • Serviços da rede municipal de assistência social

    A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que presencie ou suspeite da violência. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia. Esses são passos importantes para interromper ciclos de violência e garantir acesso a proteção e tratamento.


    (TodosPodem+ com informações da Agência Brasil)
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