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Região Metropolitana de Sorocaba tem 12 cidades entre as 100 que mais geram empregos em SP

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(Ilustração criada com Inteligência Artificial)Região Metropolitana de Sorocaba tem 12 cidades entre as 100 que mais geram empregos em SP

Além de Sorocaba, lista inclui Tatuí, Capela do Alto, Salto, São Roque, Porto Feliz, Itu, Votorantim, Itapetininga, Ibiúna, Salto de Pirapora e Araçariguama


Mesmo reunindo apenas 27 municípios — de um total de 645 no estado — a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) emplacou 12 cidades entre as 100 que mais abriram vagas com carteira assinada em São Paulo em 2025. O desempenho reforça o protagonismo regional na geração de empregos, inclusive de municípios pequenos e médios, que superaram cidades muito mais populosas quando se observa o impacto proporcional das novas vagas.

O estado de São Paulo criou 311.228 empregos formais em 2025, segundo dados da Fundação Seade, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o maior saldo do país no ano, equivalente a cerca de 900 vagas abertas por dia.

Vale destacar que 12 municípios da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) aparecem entre os 100 maiores geradores de emprego do estado, o que representa quase metade das 27 cidades da RMS. São eles:

  • 7º Sorocaba – 5.534 vagas
  • 15º Tatuí – 2.908 vagas
  • 38º Capela do Alto – 1.308 vagas
  • 55º Salto – 959 vagas
  • 59º São Roque – 901 vagas
  • 60º Porto Feliz – 891 vagas
  • 63º Itu – 837 vagas
  • 70º Votorantim – 743 vagas
  • 85º Itapetininga – 606 vagas
  • 90º Ibiúna – 569 vagas
  • 95º Salto de Pirapora – 543 vagas
  • 99º Araçariguama – 522 vagas


Protagonismo regional, além de Sorocaba

Entre essas 12 cidades da RMS, apenas Sorocaba — sede regional, com cerca de 720 mil habitantes — se enquadra como município de grande porte populacional. Todas as demais têm menos de 200 mil moradores, segundo estimativas do IBGE para 2025.

O caso mais emblemático é Capela do Alto, com cerca de 20 mil habitantes, que aparece na 38ª posição estadual, à frente de dezenas de cidades muito mais populosas. Araçariguama, também com cerca de 20 mil moradores, figura na 99ª colocação, enquanto municípios como Porto Feliz, São Roque, Salto e Votorantim — todos com populações entre 55 mil e 130 mil habitantes — mantêm presença consistente no ranking.

Esse desempenho coletivo reforça a força econômica descentralizada da RMS, impulsionada por logística, indústria, serviços, comércio e cadeias produtivas regionais integradas.

Pequenas cidades rompem a lógica

Ranking absoluto favorece grandes cidades, mas não mostra impacto real sobre a população
Ranking absoluto favorece grandes cidades, mas não mostra impacto real sobre a população (Gráfico: TodosPodem+)

É natural que os maiores saldos absolutos de emprego estejam concentrados em cidades com grandes populações. A capital paulista, por exemplo, lidera com 101.818 vagas criadas, o que representa 33% de todas as vagas abertas no estado em 2025. Em seguida aparecem municípios como Osasco, Guarulhos, Barueri e Campinas.

No entanto, o ranking revela contradições importantes quando comparado ao tamanho populacional. Cidades como Matão (9ª posição, 85 mil habitantes, 4.260 vagas), Cajamar (14ª posição, 80 mil habitantes, 2.985 vagas), Tatuí (15ª posição, 130 mil habitantes, 2.908 vagas) e Atibaia (18ª posição, 150 mil habitantes, 2.650 vagas) passaram a figurar entre os maiores geradores de emprego do estado, mesmo tendo populações relativamente modestas.

Esses municípios começam a disputar protagonismo com centros urbanos historicamente dominantes, mostrando que dinamismo econômico não depende apenas de tamanho, mas também de vocação produtiva, localização estratégica e políticas locais de desenvolvimento.

Ranking proporcional mostra o outro lado

“Quando o critério é empregos por 100 mil habitantes, cidades pequenas e médias lideram — inclusive na RMS
Quando o critério é empregos por 100 mil habitantes, cidades pequenas e médias lideram — inclusive na RMS (Gráfico: TodosPodem)

Para uma comparação mais justa, o TodosPodem+ elaborou um ranking alternativo, considerando o número de novos postos de trabalho criados para cada 100 mil habitantes.

O contraste é expressivo. Enquanto a cidade de São Paulo, com quase 12 milhões de habitantes, criou aproximadamente 842 vagas por 100 mil moradores, a menor cidade do top 100 — Gavião Peixoto, com apenas 5 mil habitantes — gerou cerca de 10.800 vagas por 100 mil habitantes, um índice mais de 12 vezes superior ao da capital.

Destaques do ranking proporcional

  • Gavião Peixoto (96ª no ranking absoluto):
    • 540 vagas | 5 mil habitantes
    • 10.800 empregos por 100 mil habitantes
  • Luís Antônio (44ª):
    • 1.166 vagas | 15 mil habitantes
    • 7.773 por 100 mil
  • Monte Azul Paulista (20ª):
    • 2.475 vagas | 20 mil habitantes
    • 12.375 por 100 mil
  • Capela do Alto (38ª):
    • 1.308 vagas | 20 mil habitantes
    • 6.540 por 100 mil
  • Araçariguama (99ª):
    • 522 vagas | 20 mil habitantes
    • 2.610 por 100 mil
  • Cajamar (14ª):
    • 2.985 vagas | 80 mil habitantes
    • 3.731 por 100 mil
  • Tatuí (15ª):
    • 2.908 vagas | 130 mil habitantes
    • 2.237 por 100 mil


Mesmo Sorocaba, com seu desempenho absoluto relevante, registra cerca de 768 vagas por 100 mil habitantes, índice inferior ao de vários municípios menores da própria RMS.

O ranking proporcional evidencia que cidades pequenas e médias não apenas acompanham, mas superam grandes centros quando se analisa o impacto real da geração de emprego sobre a população local.

Confira na tabela abaixo, o top 100 paulista, com os números absolutos de vagas criadas em 2025 e também o índice de novos empregos por 100 mil habitantes e a respectiva classificação diferenciada. Os municípios da RMS estão em negrito.

📊 Ranking paulista de geração de empregos em 2025

(valores aproximados; cálculo proporcional por 100 mil habitantes)

Rank Município Novos empregos População Rank por 100 mil hab.
São Paulo 101.818 11.905.000 88º
Osasco 24.916 700.000 41º
Guarulhos 12.836 1.349.000 73º
Barueri 9.087 280.000 22º
Santos 6.327 430.000 35º
São José dos Campos 6.292 760.000 56º
7º Sorocaba 5.534 720.000 61º
Santo André 5.183 740.000 66º
Matão 4.260 85.000 14º
10º São Bernardo do Campo 4.239 850.000 77º
11º Ribeirão Preto 3.783 720.000 69º
12º Campinas 3.304 1.200.000 84º
13º Jundiaí 3.210 440.000 49º
14º Cajamar 2.985 80.000 11º
15º Tatuí 2.908 130.000 27º
16º São Caetano do Sul 2.879 160.000 29º
17º Taubaté 2.834 320.000 46º
18º Atibaia 2.650 150.000 24º
19º Mogi-Guaçu 2.536 160.000 26º
20º Monte Azul Paulista 2.475 20.000
21º Mauá 2.340 470.000 58º
22º Presidente Prudente 2.236 230.000 34º
23º São José do Rio Preto 2.186 480.000 55º
24º São Carlos 1.893 250.000 43º
25º Cotia 1.882 250.000 44º
26º Mogi das Cruzes 1.833 460.000 60º
27º Bauru 1.810 380.000 50º
28º Franco da Rocha 1.657 160.000 31º
29º Botucatu 1.624 150.000 30º
30ºº Birigui 1.588 120.000 25º
31º Diadema 1.533 420.000 65º
32º Jacareí 1.522 240.000 42º
33º Itaquaquecetuba 1.438 370.000 63º
34º Cabreúva 1.420 55.000 16º
35º Araçatuba 1.402 200.000 39º
36º Embu das Artes 1.400 280.000 54º
37ºº Monte Mor 1.340 65.000 17º
38º Capela do Alto 1.308 20.000 6º
39º Limeira 1.269 310.000 53º
40º Sumaré 1.236 290.000 52º
41º Louveira 1.207 55.000 18º
42º Piracicaba 1.206 420.000 64º
43º Bebedouro 1.204 80.000 20º
44º Luís Antônio 1.166 15.000
45º Marília 1.155 240.000 45º
46º Cosmópolis 1.153 75.000 21º
47º Araras 1.082 140.000 32º
48º Bertioga 1.051 65.000 19º
49ª São Vicente 1.035 370.000 67º
50º Carapicuíba 1.025 400.000 70º
51º Colômbia 1.010 7.000
52º Lençóis Paulista 1.000 70.000 23º
53º Indaiatuba 986 270.000 59º
54º Guaratinguetá 981 120.000 28º
55º Salto 959 120.000 33º
56º Caieiras 952 110.000 36º
57º Santa Cruz do Rio Pardo 948 50.000 15º
58º Cubatão 942 130.000 37º
59º São Roque 901 95.000 38º
60º Porto Feliz 891 55.000 13º
61º Penápolis 873 65.000 12º
62º Barretos 864 120.000 40º
63º Itu 837 180.000 47º
64º Paraguaçu Paulista 831 45.000 10º
65º Iracemápolis 804 25.000
66º Chavantes 773 12.000
67º Mirassol 771 65.000 48º
68º Jaú 770 150.000 57º
69º Itapecerica da Serra 750 170.000 62º
70º Votorantim 743 130.000 51º
71º Itápolis 742 40.000
72º Espírito Santo do Pinhal 732 45.000
73º Caçapava 724 95.000 34º
74º Votuporanga 694 95.000 60º
75º São Pedro 693 35.000
76º Itapevi 691 240.000 75º
77º Promissão 659 40.000 17º
78º Holambra 656 15.000
79º Bernardino de Campos 654 12.000
80º Guarujá 647 320.000 78º
81º Arujá 646 95.000 52º
82º Cravinhos 613 35.000 14º
83º Mairiporã 611 100.000 43º
84º Mongaguá 607 60.000 29º
85º Itapetininga 606 170.000 71º
86º Barrinha 605 35.000 18º
87º Herculândia 600 7.000
88º Jarinu 583 30.000 16º
89º Adamantina 576 35.000 21º
90º Ibiúna 569 80.000 48º
91º Itanhaém 565 110.000 55º
92º Americana 562 250.000 76º
93º Angatuba 561 25.000 11º
94º Nova Odessa 547 65.000 50º
95º Salto de Pirapora 543 45.000 19º
96º Gavião Peixoto 540 5.000
97º Tupã 529 65.000 54º
98º Apiaí 528 25.000 12º
99º Araçariguama 522 20.000 20º
100º Agudos 502 40.000 49º
Fontes: Caged (vagas de emprego geradas em 2025) ; IBGE (população estimada dos municípios em 2025); Todospodem.org (cálculo do nº de vagas/100 mil habitantes)

Capital concentra vagas, mas RMS amplia capilaridade

No total, o Brasil criou 1.279.498 empregos formais em 2025. O estado de São Paulo respondeu por 24,3% desse volume, com crescimento de 2,17% em relação ao ano anterior.

A região Sudeste somou 504.972 vagas, das quais 61,6% ficaram em São Paulo. Dentro desse cenário, a RMS se destaca não apenas pelo volume, mas pela distribuição territorial do crescimento, diluindo a concentração histórica da capital e do eixo metropolitano paulista tradicional.

Setores que mais contrataram

O avanço do emprego em São Paulo foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, responsável por quase 185 mil vagas, o equivalente a 60% do total estadual. Na sequência aparecem:

  • Comércio: 61.583
  • Construção: 23.591
  • Indústria: 22.638
  • Agropecuária: 18.559


Salário médio em alta

São Paulo também liderou o país em salário médio de admissão, com R$ 2.597,14, alta de 1,08%. O valor ficou acima da média nacional (R$ 2.294,62) e da média do Sudeste (R$ 2.449,16).

(TodosPodem+ / Marinaldo Cruz Filho com informações da Agência SP, Caged e IBGE)
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