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Nada além do óbvio

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Nada além do óbvio - Artigo de Alvarenga Brasil (João Alvarenga)

Só a folhinha mudou, pois a história segue seu curso com as mesmas tragédias de sempre!

  • Alvarenga Brasil

Meu Caro, levei algum tempo pensando sobre o que escrever neste espaço. Cheguei até a pensar que nunca mais me sentaria na frente do computador com tal finalidade, por absoluta falta de assunto. Talvez, por dificuldade de encontrar um tema novo que rompesse a bolha da obviedade reinante neste mundo de tecnologias. Assim, escarafunchei algo que valesse a pena o consumo de algumas horas de esgrimas com as palavras, a fim de buscar um enfoque que despertasse o leitor para uma visão crítica sobre o contexto atual.

Afinal, quem tem o compromisso de escrever, sabe o quão é difícil encontrar assuntos que saiam do lugar-comum. Além disso, o ato de redigir requer cuidado redobrado com as palavras, a fim de garantir a clareza das ideias. Seja um artigo científico ou uma simples crônica. Cada parágrafo precisa ter um mínimo de coesão e coerência, para compor uma estrutura textual organizada e prazerosa para quem vai ler. Isso não é uma tarefa simples.

Há, ainda, outro aspecto: a preguiça se impõe diante de um mundo cada vez mais hi-tech, que prioriza a “lei do mínimo esforço”. Estão aí as tais inteligências artificiais que não me deixam mentir. Sei que seria mais cômodo delegar tal incumbência ao famoso ChatGPT, pois essa sinistra ferramenta poderia escrever este texto em fração de segundos, enquanto padeço, no teclado, para fazer algo razoável, depois de algumas horas à frente do notebook.

Porém, caso apelasse para esse subterfúgio, minha consciência não me deixaria em paz. Ou seja, não ficaria bem comigo mesmo, só de pensar que estaria enganando meus queridos leitores. Assim, prefiro não escrever nada a simular de que estou escrevendo. Isso pode parecer ridículo, mas gosto de ser dono das minhas próprias ideias, ao invés de “roubar” as ideias de uma máquina, que se tornou uma ameaça ao emprego de muita gente.

Por isso, enfrentei um período de hiato criativo, numa espécie de vazio existencial cósmico, que me fez acreditar que não há mais nada de novo no front! Que não vale a pena escrever mais nada, neste mundo, porque tudo já foi escrito e reescrito. Inclusive, de maneira superior às minhas vagas intenções literárias. Assim, veio na minha cachola à ideia de que ninguém quer saber de ler mais nada, porque os “tik-toks” da vida entretêm muito mais o público, principalmente as novas gerações.   

Foi exatamente nesse momento de entressafra que passei a zapear (por horas a fio) as várias emissoras televisivas, a fim de “caçar” algo interessante para registrar aqui. E, durante esse périplo, despertei para uma árdua realidade: O ano é novo, mas as notícias são velhas! Ou seja, os problemas do mundo continuam da mesma forma. Então, caiu a ficha: ninguém é capaz de resolver os dramas existenciais humanos num passe de mágica!

Logo, percebi que só a folhinha é mudou, pois a história segue seu curso com as mesmas tragédias de sempre! De quebra, tive a impressão de que o jornalismo perdeu a graça. Ou seja, tornou-se algo protocolar, sem criatividade e sem originalidade. Isso é mais evidente no telejornalismo, porque as matérias têm gosto de café requentado. Os programas de auditório e os “reality-shows” seguem a mesma vibe.

Assim, no cardápio, as TVs oferecem, todos os dias, notícias de guerras que nunca terminam, matérias repetitivas sobre as facções criminosas que avançam, sem que haja uma resposta efetiva das autoridades. Não posso me esquecer dos costumeiros golpes contra os idosos que já viraram rotina. Isso sem falar nas futricas entre os que se acham famosos. Para fechar o show de mesmice, os “gols da rodada”. Até as novelas se tornaram enfadonhas, e os poucos programas de humor menos engraçados. E o pior, as emissoras, por décadas, repetem a mesma fórmula.

Para finalizar, deixo alguns questionamentos: será que só eu tenho a sensação de que a chatice tomou conta do mundo e contaminou a TV aberta? Isso é coisa de quem tem 60+? Será que, na tentativa de escrever algo inovador, cai na armadilha de dizer nada além do óbvio?

Até a próxima!

João Alvarenga é consultor do idioma
  • João Alvarenga (@prof_alvarenga) é consultor do idioma


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