Luana, Giovana e Lívia participaram da criação do site disfarçado (FOTO: Agência SP)
Protótipo foi desenvolvido em plataforma de programação disponível gratuitamente para o Ensino Fundamental e Ensino Médio
Estudantes matriculados no Ensino Médio na Escola Estadual Professor Nestor Gomes de Araújo, na cidade de Dumont, na Unidade Regional de Ensino de Sertãozinho – nordeste do interior paulista -, criaram um protótipo de um site de denúncias de violência doméstica que simula um portal de delivery de comida. A ideia foi concebida por cinco estudantes da 2ª e 3ª séries durante as aulas de tecnologia e inovação e o protótipo foi criado na plataforma Alura, disponível gratuitamente para alunos de toda a rede estadual de ensino.
Por ser um protótipo, o site ainda funciona em formato de simulação. Para entrar definitivamente no ar, em outras etapas do projeto o portal deve ser conectado ao sistema da Polícia Militar, pelo 190, ou Central de Atendimento à Mulher, no 180.
“Esse é um projeto de fachada que simula um site de delivery. No entanto, seu propósito real é muito mais crítico: oferecer um canal de denúncia discreto e seguro para mulheres em situação de violência doméstica. A ideia é que a vítima, coagida em casa e sem poder fazer uma ligação, possa usar o site para acionar a polícia como se estivesse pedindo comida, acionando as autoridades de forma anônima e sem levantar suspeitas”, afirma a estudante Sara Cristina da Silva, da 2ª série A.
O grupo, formado ainda pelas estudantes Luana da Rocha, Giovana Boaventura, Lívia da Costa e Carlos Gonçalves, aponta que o site tem uma interface discreta para não gerar desconfiança, garante que a denúncia seja feita de forma anônima e tem uso simplificado, feito para ser fácil de usar em uma situação de estresse.
O projeto surgiu após discussões em sala de aula. “O que motivou a gente foi a relevância do tema. Com muitos casos de homicídio ocorrendo, pensamos que, como mulheres, a gente podia fazer a nossa parte”, comenta Giovana. “Percebemos que os casos de violência contra a mulher têm aumentado neste ano, e isso torna a luta mais importante. Nós devemos nos lembrar que muitas vezes o agressor impede que a vítima tenha contato social e é por isso que criamos um portal disfarçado de delivery”, complementa Luana.
O grupo afirma, ainda, que o site tem código aberto, de forma que qualquer pessoa pode contribuir, aprimorar ou replicar o projeto.
Alura
Integrada ao currículo das escolas, a ferramenta Alura é utilizada nas aulas de tecnologia e inovação por alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e dos itinerários formativos na 2ª e 3ª série do Ensino Médio.
A plataforma serve como um ambiente de aprendizado prático onde os estudantes desenvolvem o chamado pensamento computacional. Por meio de cursos que abrangem desde a lógica de programação até linguagens como JavaScript e Python, os alunos podem se tornar criadores de soluções digitais, desenvolvendo jogos, sites e aplicativos.
Ao concluir as trilhas de aprendizado disponíveis na ferramenta, os jovens recebem certificações reconhecidas no setor de tecnologia, que podem ser utilizadas para ingresso no mercado de trabalho, por exemplo. Atualmente, mais de 1 milhão de estudantes têm acesso à plataforma.
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(TodosPodem+ com informações da Agência SP)






















