Suporte técnico e financeiro a iniciativas voltadas a alunos em situação de vulnerabilidade social (FOTO: Reprodução / internet)

Novo edital prevê investimento federal de R$ 108 milhões para 500 projetos que visam ajudar estudantes da rede pública a se preparar para o Enem
O Ministério da Educação anunciou um novo edital da Rede Nacional de Cursinhos Populares (Cpop), com previsão de lançamento em dezembro deste ano. A iniciativa deve contemplar até 500 projetos voltados à preparação de estudantes da rede pública para o ingresso no ensino superior, totalizando R$ 108 milhões em investimentos.
Apoio técnico e financeiro
Instituída pelo Decreto nº 12.410/2025, a Rede Nacional de Cursinhos Populares oferece suporte técnico e financeiro a iniciativas voltadas a alunos em situação de vulnerabilidade social que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros processos seletivos de acesso à universidade.
No primeiro edital, o programa selecionou 384 cursinhos populares em todas as regiões do País, beneficiando mais de 12 mil estudantes e aplicando R$ 74 milhões em recursos. Cada cursinho recebeu até R$ 163,2 mil, destinados ao pagamento de professores, coordenadores e equipe técnico-administrativa, além de um auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos por unidade.
Expansão prevista
Com o novo edital, a expectativa é que o número de cursinhos apoiados chegue a 700 até o final da atual gestão. A proposta é transformar a rede em uma política pública permanente, garantindo continuidade ao apoio a estudantes de baixa renda que buscam acesso à educação superior.
O Ministério da Educação destacou que o programa reconhece e fortalece as experiências locais de cursinhos comunitários que já atuam há anos em diversas regiões do País, valorizando o protagonismo das comunidades na formação educacional.
Complementação de políticas
A criação da Cpop soma-se a outros programas de acesso e permanência no ensino superior, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o próprio Enem, que desde sua criação ampliaram as oportunidades de ingresso na universidade para estudantes da rede pública.
O plano também dialoga com outras políticas em andamento, como as voltadas à alfabetização, ao ensino integral, ao incentivo financeiro do programa Pé-de-Meia e à criação da Universidade Federal Indígena (Unind), sediada em Brasília.
Caminho de transformação
De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo central dessas ações é ampliar o acesso à educação de qualidade e reduzir desigualdades sociais, oferecendo condições mais equilibradas para que todos os estudantes tenham a oportunidade de ingressar e permanecer no ensino superior.
A pasta reforçou ainda a importância da valorização dos professores e da educação como eixo transformador da sociedade, destacando que o fortalecimento dos cursinhos populares é parte essencial dessa estratégia.






















