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Aos 104 anos, Andrelina mostra que nunca é tarde para mudar — e inspira toda uma geração

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Nascida na Bahia, Andrelina Maria dos Santos procurou o Poupatempo para atualizar identidade (FOTO: Agência SP) Com 104 anos, moradora de Suzano atualiza documento no Poupatempo

Desde janeiro de 2024, o Poupatempo já realizou 272 atendimentos para pessoas com 100 anos ou mais


Dona Andrelina Maria dos Santos, 104 anos, é a prova viva de que a idade avançada não é obstáculo para seguir cuidando da própria vida com autonomia. Nascida na Bahia, ela passou boa parte da vida com um registro antigo emitido no Estado de origem, mas agora quis modernizar seu documento. Guiada pela família e sob orientação do INSS, encarou a jornada até o Poupatempo de Suzano — algo que muitos poderiam achar desafiador para alguém da sua idade, mas que ela fez com determinação e serenidade.

No posto de atendimento, a equipe deu prioridade especial a ela, conforme previsto em lei para pessoas acima de 80 anos. Mesmo com o desgaste natural nas impressões digitais, a coleta biométrica foi feita com cuidado, paciência e carinho. Acompanhada por familiares, Andrelina passou por todas as etapas — conferência de dados, fotografias, assinatura — e saiu do local radiante: “Fui muito bem recebida. O pessoal me tratou com carinho e teve paciência comigo. Saí de lá feliz.” Ao final, ainda tirou fotos com os colaboradores, num momento de celebração simples, mas muito simbólico.

Apesar de seus 104 anos, dona Andrelina mantém uma vida conectada com seus direitos civis: atualiza seus documentos, zela por seus benefícios previdenciários e participa ativamente das demandas que dizem respeito a ela. Sua atitude mostra que muitos centenários não vivem apenas de recordações, mas continuam protagonistas de suas próprias histórias.

A presença heroica dos centenários e idosos na cidadania

O gesto de dona Andrelina não é isolado. Muitas pessoas centenárias — e idosos em geral — seguem ativas na manutenção de documentos, pois dependem de aposentadorias, pensões ou outros benefícios para assegurar sua dignidade. Além disso, ainda que o voto seja facultativo para maiores de 70 anos, muitos fazem questão de ir às urnas e exercer seu direito de escolher os representantes de seus municípios, estados e do país.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2024, aproximadamente 4,8 milhões de eleitores têm mais de 79 anos, e cerca de 203 mil têm mais de 100 anos.
Em São Paulo, por exemplo, pessoas com 70 anos ou mais representam 10% do eleitorado estadual.

Esse engajamento reforça a importância política e simbólica dessa faixa etária: apesar da idade, idosos podem contribuir para a democracia com sua sabedoria, história de vida e presença persistente nas urnas.

No Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, por exemplo, em 2024 mais de 51 mil mesários tinham 60 anos ou mais — e entre eles, até três com mais de 100 anos atuaram como mesários.

Isso mostra que, para muitos, envelhecer não significa abdicar do papel de cidadão: ao contrário, é uma nova fase para reafirmar seus direitos e responsabilidades.

Por que trocar o documento? O valor da Carteira de Identidade Nacional

A decisão de dona Andrelina por trocar o velho RG pelo novo modelo não é apenas simbólica: há razões práticas importantes para isso.

  • A Carteira de Identidade Nacional (CIN) unifica o registro sob o número do CPF, evitando múltiplos RGs por Estado.
  • A CIN traz elementos de segurança, como QR code para verificação da autenticidade, e está disponível em versão física e digital via aplicativo GOV.BR.
  • A nova carteira já é gratuita na primeira via.
  • Importante: o modelo antigo de RG continua válido até 2032, segundo decreto federal.
  • A validade da CIN depende da idade: para maiores de 60 anos, é indeterminada, ou seja, não precisa renovação periódica.

Esses fatores tornam a troca não apenas um ato de modernização, mas uma forma inteligente de garantir que a identidade permaneça segura, funcional e integrada a sistemas modernos de serviços públicos.

Lições da centenária Andrelina

  1. Cidadania não tem data de validade
    Mesmo aos 104 anos, dona Andrelina mostra que é possível — e importante — participar ativamente da vida pública e manter os direitos em dia.
  2. Atualização documental é um ato de autocuidado
    Trocar o RG antigo pela CIN significa se posicionar para o presente e o futuro: simplificação de dados, mais segurança e menos burocracia.
  3. Participação política importa mais do que se imagina
    Centenários e idosos ativos, como eleitores e mesários, reforçam a democracia: eles não apenas votam, mas ajudam a construir pontes entre gerações.
  4. Inclusão na terceira idade
    Priorização no atendimento, acessibilidade e paciência por parte das instituições — como ocorreu no atendimento de dona Andrelina — são fundamentais para garantir que a população mais velha possa exercer seus direitos com dignidade.


Dona Andrelina é um símbolo: de resiliência, de compromisso com a cidadania e de um envelhecimento ativo. Seu exemplo inspira não apenas outros idosos, mas toda a sociedade, a olhar para a longevidade com respeito e valorização — como uma etapa de vida rica em participação, responsabilidade e sabedoria.

(TodosPodem+ com informações da Agência SP)
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